Resumo
O neoliberalismo afeta o currículo escolar, relativizando os conteúdos que devem ser ensinados e negando o papel do professor. Diante disso, a presente dissertação realizou um estudo sobre como o Ensino de Química se desenvolveu em cada período da História do Brasil, de como se deu o processo de elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, e, como a implementação desta interferirá no Ensino de Química e na formação de professores da área. Para isso, a pesquisa tomou como método de abordagem, a dialética, e, como método de procedimento, o histórico, adotando como teoria de referência, o materialismo histórico-dialético. Sendo de natureza básica, caráter exploratório, abordagem qualitativa, a pesquisa realizou um estudo bibliográfico e documental sobre a História do Ensino de Química no Brasil, analisando sobretudo os documentos educacionais de cada período, para verificar como se deu a construção dessa disciplina no decorrer da história, desde o descobrimento do Brasil até a última versão da BNCC; desenvolveu-se também um estudo de caso, onde foi realizado um minicurso intitulado BNCC: os impactos no Ensino de Ciências Natureza e suas Tecnologias, direcionados para professores de Química, Física e Biologia da rede pública de ensino, aplicado em uma escola do Estado, localizada na cidade de Fortaleza – CE, o minicurso teve a participação de quinze professores, e, dentre as atividades propostas, os docentes tiveram que responder um pré-teste, onde se analisou o conhecimento deles sobre a BNCC e o quão ela interferirá no ensino de ciências da natureza, um pós-teste, verificando se a opinião deles mudaram após o minicurso, e, uma análise do material didático do PNLD 2021, para verificarem se os conteúdos das disciplinas da área sofreram modificações após a implementação da BNCC. Analisando os resultados a luz da pedagogia histórico-crítica, conclui-se que, a BNCC é destinada à formação do proletariado, para que estes possam atender aos interesses e necessidades da burguesia; que o ensino clássico e a formação científica não a permeiam; que esta torna os conteúdos fragmentados, desconexos e pulverizados; e que se contrapõe a pedagogia histórico-crítica
