Dissertação
Avaliação do conforto ambiental e da contaminação fúngica em ambientes hospitalares na cidade de Fortaleza, Ceará
Resumo
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Resumo
A qualidade do ar interior e o conforto ambiental são fatores críticos que influenciam diretamente na saúde e bem-estar das pessoas. A Organização Mundial de Saúde relata números crescentes de mortes associadas à qualidade do ar. O ar contaminado é um fator preocupante em ambientes fechados e climatizados quando se consideram elevados os períodos de ocupação das pessoas nestes espaços. Diante disso, este trabalho avaliou o conforto ambiental e a contaminação fúngica no ar interior em unidades hospitalares com diferentes complexidades de atendimento no município de Fortaleza, Ceará. Experimentalmente foram monitorados os parâmetros de temperatura, umidade relativa do ar, CO e concentração de fungos anemófilos entre os meses de agosto de 2018 a maio de 2019 2 em unidades hospitalares de níveis primário e terciário de assistência à saúde. As amostragens foram executadas em áreas críticas e semicríticas e no ambiente exterior das unidades hospitalares. A contagem e identificação dos gêneros/espécies fúngicos foi realizada após incubação por até 7 dias a temperatura de 25°C. Os resultados obtidos para avaliação do conforto ambiental na estação seca para o parâmetro de temperatura em ambas as unidades hospitalares mostrou 52% de desconformidade. Para a umidade relativa do ar a análise global nas duas unidades hospitalares investigadas apresentou 22% das coletas em desconformidade, enquanto para as concentrações de CO o valor foi de 32%. Particularmente, na estação 2 chuvosa foram encontradas desconformidades de 50%, 29% e 38% respectivamente para os parâmetros de temperatura, unidade relativa do ar e concentrações de CO . Na avaliação da 2 presença fúngica nas unidades hospitalares primária e terciária foi observado que o quantitativo de biaerossóis em todos os ambientes investigados apresentou-se dentro do limite estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (≤ 750 UFC/m³). A identificação fúngica na unidade hospitalar primária apresentou maiores incidências na estação seca para os gêneros: Aspergillus (100%), Penicillium (100%) e Mucor (70%), enquanto na chuvosa predominaram os gêneros Aspergillus (100%), Penicillium (83%) e Fusarium (50%). Na unidade hospitalar terciária durante a estação seca os gêneros mais frequentes foram o Aspergillus (83%) e o Penicillium (100%) e na estação chuvosa o Aspergillus (66%), o Penicillium (100%), o Scopulariopsis (50%), o Fusarium (50%) e o Mucor (50%). O perfil de micoses associado aos fungos identificados most
