Resumo
A contaminação da água por BTEX é um grave problema ambiental e de saúde pública, uma vez que eles são extremamente tóxicos, mesmo em baixas concentrações tem propriedades mutagênicas e cancerígenas nos seres humanos. A busca por tecnologias para tratamento de matrizes contaminadas pelos referidos compostos é bastante relevante, tendo em vista que estes muitas vezes não conseguem ser totalmente removidos por tratamentos convencionais. A adsorção é um dos métodos que podem ser úteis nesse sentido, no entanto, a eficiência de adsorção é afetada pela natureza e tipo de adsorvente. Neste contexto, a quitosana se insere como um polímero natural com propriedades satisfatórias para adsorção de compostos orgânicos, quando comparado a outros adsorventes. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de beads de quitosana na adsorção de BTEX. Beads de quitosana pura foram preparados e reticulados com glutaraldeido (GLA) e epicloridrina (ECH), e posteriormente caracterizados por FTIR, DRX, FRX e MEV. Estudos cinéticos e de equilíbrio (isotermas) foram efetuados com soluções padrões de BTEX, cuja quantificação foi realizada por cromatografia gasosa com detector de ionização de chama (CG-FID). Na cinética de adsorção, foram avaliadas as variáveis: tempo de contato adsorvente-adsorbato (15, 30, 60, 120,180 e 240 min-1). Os modelos cinéticos de Pseudo-primeira ordem e Pseudo-segunda ordem foram ajustados aos dados experimentais. Isotermas experimentais foram obtidas. Os modelos de Langmuir e Freundlich foram ajustados aos resultados experimentais. O processo de reticulação promoveu alterações nas características dos beads, onde beads reticulados com GLA apresentaram coloração marrom. Com o FTIR, DRX foi possível visualizar as ligações formadas entre os grupos funcionais e a cristalinidade do material, respectivamente. Os ensaios realizados neste estudo indicam o potencial do uso de beads de quitosana como adsorvente para adsorção de BTEX, onde uma remoção em torno de 29,09%, 63,14%, 29,62%, 32,57% e 62,41 % para benzeno, tolueno, etilbenzeno, o-xileno e m,p- xilenos respectivamente. O estudo cinético indicou que o equilíbrio de adsorção foi atingindo em 120 min-1 para a maioria dos compostos e segue a cinética de Pseudo-primeira ordem. Os ajustes aos modelos teóricos para os testes de equilíbrio não apresentaram unanimidade, observando em algumas situações uma correlação adequada para Langmuir e Freundlich
