Resumo
A aplicação de fungos em reatores biológicos para o tratamento de águas residuárias demonstrado ser uma tecnologia promissora, devido à capacidade dos fungos de suportar mudanças bruscas de matéria orgânica, rápida reprodução e proliferação, tolerar variações de temperatura e adaptar-se as variações e escassez de umidade e de oxigênio. Sendo assim, a presente pesquisa teve como objetivo estudar a remoção de corante de efluente têxtil sintético em reator de leito fixo e escoamento contínuo, com inóculo fúngico de Aspergillus niger AN 400. A água residuária preparada possuia em sua composição o corante Índigo carmim (100 mg/L), simulando um efluente oriundo da etapa de lavagem de tecidos, no processamento têxtil. O reator aeróbio foi operado por 11 meses, sob tempo de detenção hidráulica de 12 horas com inóculo fúngico na concentração de 2 x 106 esporos/mL. O reator foi operado em diferentes fases nutricionais: Etapa I constituída pela Fase I (adição de 1 g/L de glicose e macronutrientes); Fase II (adição de 0,5 g/L de glicose e macronutrientes) e Fase III (adição de 0,5 g/L de glicose e ausência de macronutrientes) e Etapa II (adição de 0,5 g/L de etanol e macronutrientes). Foram determinadas as seguintes variáveis: concentração de corante, Demanada Quimíca de Oxigênio, Potencial Hidrogeniônico, amônia, nitrito e nitrato. Nas Fases I e II da Etapa I, remoção média de corante foi de 96% e 98,8%, respectivamente, sendo que na Fase III da Etapa I e Etapa II, a mesma foi de apenas 23% e 42,6%, respectivamente. Em relação à remoção de matéria orgânica, a remoção média da fração solúvel foi de 84,3% e 74,2%, respectivamente nas Fases I e II, valores superiores aos percentuais médios registrados nas Fases III (41%) e Etapa II (61,6%). Em relação aos compostos nitrogenados, as remoções médias de amônia nas Fases I, II, III da Etapa I e Etapa II, respectivamente, foram de 30,2%, 12,5%, 96% e 16,6%. Assim como a amônia os maiores percentuais de remoção de nitrato foram na Fase III (99,9%), entretanto, nas Fases I, II e Etapa II as remoções médias foram de 9%, 3,3% e 60,6%. Os testes de adsorção de corante no material suporte revelaram que a maior parte de corante removido foi pela via biológica e a contagem de colônias apontou que os fungos estavam em predominância no reator contínuo. Desta forma, o tratamento biológico com o Aspergillus niger AN 400 utilizando cossubstratos para tratar efluente têxtil sintético é uma alternativa viável. Palavras-chaves: Corante Têxt
