Resumo
O cenário atual da valoração é de empirismo e a abordagem desvaloriza a estimativa, que muitas vezes é feita erroneamente de forma comparativa. O tema tem sido destacado pelo crescimento exponencial do número de transações e necessidade de captação das empresas de capital de terceiros para a aceleração dos seus negócios. O trabalho analisa e compara métodos de valoração existentes, apresenta bases metodológicas para a avaliação de empresas de tecnologia que se posicionem como startups e servir de ferramenta, tanto para as startups quanto para investidores. Os aspectos influenciadores inerentes ao processo de valoração, as condições de incertezas do ambiente de startups e o nível de inovação do produto/serviço a ser ofertado podem ser traduzidos em condicionadores subjetivos de avaliação que carecem de indicadores objetivos da valoração. O ciclo de vida da startup, em um universo permeado pela incerteza e inovação, a estimativa confiável e fiel ao valor presente implica em impactos econômicos e reais que podem tornar o mercado mais atrativo e dissipar o risco de um investimento superestimado. O correto tratamento às incertezas, que não devem servir como um desincentivo à aplicação da valoração, pelo contrário, deve tê-las como mola motriz de desafio e estímulo, objetivando-se atingir a excelência na avaliação de empresas de tecnologia e inovação. O trabalho facilitará a avaliação de empresas e deverá contribuir com ferramentas metodológicas na valoração de startups
