Dissertação

Remoção de corante índigo carmim em água residuária sintética em reator inoculado com Trametes versicolor

Resumo

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Resumo

A contaminação de ambientes aquáticos decorrente do lançamento de poluentes de diversos segmentos industriais é, atualmente, um grande desafio econômico, social e ambiental. Das atividades industriais, indústria têxtil se destaca pelo elevado volume de efluentes que contêm corantes, substâncias recalcitrantes com alta toxicidade. Nessa busca por tratamentos capazes de minimizar o alto grau de poluição, o tratamento biológico vem alcançando resultados consideráveis na remoção de corantes industriais, portanto este trabalho teve o objetivo de avaliar a degradação de efluente sintético contendo corante índigo carmim com concentração média de 20,17 mg.L-1 a partir do fungo Trametes versicolor, imobilizado em reator operado em semi-bateladas sequenciais utilizando glicose como fonte de carbono. A pesquisa envolveu aplicação de glicose na concentração de 1,0 g.L-1 no início do tempo reacional (0 h) e reaplicação de 0,7 g.L-1 após 24 horas (24 h’) em 13 ciclos com duração de 48 horas, cada. A fração de amônia foi determinada no início e no fim de cada ciclo. Demanda química de oxigênio (DQO), glicose e pH foram verificados no início do ciclo (0 h), 24 horas depois (24 h), após reaplicação de glicose (24 h’) e no final do ciclo (48 h). As concentrações de corante e da enzima lacase foram determinadas em alíquotas retiradas a cada 3 h, 5 h, 10 h, 24 h, 30 h, 34 h e 48 h. Nessas condições os resultados de remoção média de corante foram de 40,6% nas 24 horas iniciais e 54,4% ao final do ciclo. Para a fração nitrogenada, 76 ± 12,01% de remoção de amônia. A DQO atingiu média de 85 ± 4,2% de remoção, sendo que 7 ciclos foram satisfatórios para descarte em corpo receptor, segundo a resolução nº 02/2017 do COEMA. Em todos os ciclos o pH manteve-se em faixa ácida, a glicose foi consumida e seu acréscimo com 24 horas interferiu em mais degradação de corante. As concentrações de corante foram reduzidas em 50% e a inibição de lacase pode ter sido atribuída à prevalência de outras enzimas, não avaliadas neste trabalho, visto que o comportamento e liberação para o meio extracelular é dependente de muitos fatores como concentração de inóculo, de carbono, de glicose e de micronutrientes. Em geral o tratamento biológico mostrou-se apto e o microorganismo foi satisfatório na remoção do corante índigo carmim, além da redução de importantes componentes responsáveis por impactos ambientais recorrentes das atividades antrópicas

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